29 Dezembro 2009

Bye bye

Hora de fazer o balanço do ano, né gente? Deus! Foi o mais difícil até agora!!! 2009 foi o último ano da faculdade - a.k.a. ano do TCC - ano em que um ciclo se termina. Corrida contra o tempo, fazer e re-fazer referencial teórico (a parte mais difícil e chata), correr atrás de um monte de coisa.... A lista é enorme. Foi um ano em que muita coisa mudou. Tomei várias decisões radicais por não me adaptar bem "as doses homeopáticas", meu caso se cura com tratamento de choque!

E foi assim que as mudanças foram acontecendo. Nem todas foram do agrado da maioria. Quando eu decidi não ir mais pra balada (pelo menos não tanto), teve quem torceu o nariz, mas essa é uma opinião pessoal, não é? Confesso que nem senti falta dos cubiculos-lotados-de-gente-mal-educada-se-achando-o-máximo, só frequentava por inércia. Decidi também ser menos simpático e um pouco mais anti-social, mas acho que acabei exagerando na dose, ou é a minha total falta de habilidade de me misturar com pessoas novas.

No campo dos relacionamentos o ano foi igual aos anos anteriores - um completo desastre- mas com uma intensidade ainda maior. Quando parei pra pensar no que estava acontecendo, descobri que eu não sabia o que queria, só queria. Daí que abstraí disso (uma coisa a menos pra me preocupar), e agora conto com o gatinho que a Elaine me deu, as caras de "pelo amor de Deus" da Nana quando eu mostro alguém "exótico", as broncas da Ariane e os incentivos do Alex pra me ajudar a achar o que eu quero. Falando em gatos, adotamos uma aqui em casa. A Safira (que eu chamo de nenê) apareceu por mágica e foi dessa forma que ficou, fez até eu perder o medo de gatos. Agora eu A-DO-RO gatos.

Não tenho muito do que reclamar desse ano, foram doze meses duros, mas valeram a pena cada lágrima e cada risada. Eu evolui! Correndo o risco de abusar da falta de modéstia, me tornei uma pessoa melhor, mas que ainda tem muito o que crescer. 2010 será perfeito pra isso e eu mal posso esperar que ele chegue.

Feliz Ano novo!!!

10 Dezembro 2009

A menina que roubava livros - Markus Zusak


Quando eu tinha meus 15/16 anos, tinha muita preguiça de ler livros. Era um tortura pra mim frequentar as aulas de literatura, reclamava do tamanho dos livros e tudo que me achava no direito de reclamar. Mas acho que isso era coisa da (pouca) idade. Graças a Deus as coisas mudaram e eu não consigo ficar sem ver um livro em cima do meu DVD (É onde eu coloco os que eu leio ou os que vou ler. Doido, eu sei!), mas continuo reclamando do tamanho dos livros, agora acho que eles tem que ser cada vez maiores e reclamo dos preços exagerados que cobram por eles. Mesmo assim, até agora, não tinha achado algum livro que valia uma segunda leitura. Foi então que a Nana me emprestou "A menina que roubava livros".


Fiquei muito impressionado com o livro, ele cobriu todas a minhas expectativas. Mas vamos a história: Liesel Meminger e o irmão se mudam para Munique para serem entregues a uma família de criação. Só Liesel chega, o irmão morre no meio do caminho. A menina de 10 anos começa então a morar com Rosa e Hans Hubermann, onde se vê trabalhando com a mãe e obrigada a assistir a todos os horrores de uma Alemanha nazista. Com o tempo ela conhece seu melhor amigo e futuro amor Rudy Steiner. O passado resolve bater a porta dos Hubermann quando Max Vandenburg, filho de um amigo de guerra de Hans, pede por ajuda. E daí pra frente, o medo de se esconder um Judeu na Alemanha assombra a nova família de Liesel.


A história, apesar de ser ambientada em uma época onde o horror e o medo se faziam presentes do nascer ao por do sol, é contada de forma delicada e poética. Trabalho feito pela melhor das narradoras, que insere comentários sarcásticos ou adianta o final (a morte) de certos personagens. Em "A menina que roubave livros" a Morte era bem viva.


No fim das contas, eu fico grato por ter desenvolvido o gosto por livros. Se não fosse assim, seria o tipo mais vazio de ser humano. E jamais teria lido um livro tão bom como esse.

01 Dezembro 2009

É tudo a mesma coisa

Em um dos meus devaneios antes de pegar no sono, resolvi avaliar minhas amizades e o conceito como um todo. Percebi que, de um tempo pra cá, minhas atitudes tinham mudado. Antes eu adorava sair cumprimentando todo o mundo que aparecia, abraçava e beijava todo o mundo (ficou meio estranho isso!), agora, faço o possível pra passar despercebido pelas pessoas e, no geral, retibruo o afeto que me dão. Não acho que isso seja arrogância, o que eu quis fazer foi por um equilíbrio nas coisas. Afinal, dar atenção pra todo o mundo é impossível, tem sempre alguém que quer mais atenção do que o outro, e vamos combinar que, nem sempre é a pessoa mais merecedora.

Outra coisa da qual cheguei a conclusão é a amizade precisa estar em constante avaliação pra que ela perdure. Nunca fui de fazer isso, sempre cobri meus amigos com um áura de perfeição, fui sempre do tipo que preferia deixar passar batido uma cagada ou alguma contradição (rimou!). Foi então que eu vi que essa era a forma errada. Foi só quando eu coloquei na ponta do lápis as minhas amizades, que eu percebi quantos eu realmente tenho, e quais são aqueles de que eu tenho que me afastar antes que me causem dor de cabeça.

Em outras palavras, amizade é como um namoro, não muda muita coisa, só o básico. Mas o que ambos o sustentam é o comprometimento um com o outro.

12 Novembro 2009

Entendeu ou quer que eu desenhe?


From: Tumblr

09 Novembro 2009

Bancando a Palmirinha

Um milagre aconteceu! Minha mãe deixou eu por a mão na cozinha. Ok, não foi lá grande coisa, ela pediu pra cortar pão velho pra fazer torrada e tal. Mas até que é um começo, vai? O que eu achei mais legal de tudo, é que enquanto eu fazia as torradas (e minha mãe o jantar), eu pude colocar diversos assuntos em dia com ela, além de comentar tudo que tava passando na TV. Fazia muito tempo que eu não conversava assim com ela.

Enquanto eu esperava as fornadas ficarem prontas, eu lia um pouco de Paradise Kiss, um mangá muuuito do legal. É a história de um ateliê de mesmo nome e de Yukari (apelidada de Caroline), que é forçada pelos pais - mais a mãe - a ser uma aluna exemplar. Não tem um único personagem chato. Pena que são só cinco volumes...

No fim das contas minha mãe disse que queria testar uma receita de risole, e me chamou pra ajudar. Lógico que eu aceitei, não sou besta. Tô doido pra dominar aquela cozinha.